Família: Comelináceas.
Nomes populares: Trapoeraba-verdadeira (no Sul), tracoeraba, trapoerava, trepoeiraba, olho-de-santa-luzia.
Outro idioma: Azier craupaud (Guiana Francesa).
Características: Planta herbácea. Hastes ramosas, cilíndricas, rasteiras ou erectas. Folhas alternas, ovais, acuminadas, finamente dentadas. Das extremidades das folhas partem ramificações que emitem longos pedúnculos carregando cada um 5 a 6 flores azuis.
Aplicação: Emprega-se, em banhos, contra as afecções herpéticas e dores reumáticas.
Em cataplasmas, é bom contra as hemorróidas.
O suco das folhas frescas, aplicado topicamente, acalma a comichão (prurido dos dartros).
Internamente, a decocção das folhas dá bom resultado contra as anginas, a hidropisia, a retenção espasmódica da urina, e o reumatismo.
A trapoeraba é muito benéfica para o baço e a bexiga; e seu poder de curar a ascite e a hidropisia merece ser salientado.
Parte usada: Folhas.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Referências:
BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 824.