SALVA (Salvia officinalis)

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Pétrick Gouvêa
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SALVA (Salvia officinalis)
Foto: Scan by NYPL

Família: Labiadas.

Nomes populares: Salva-dos-jardins, salva-das-boticas, salva-ordinária.

Características: Planta herbácea, de uns 50 cm de elevação. Hastes em moita, erectas quadrangulares, pubescentes, esbranquiçadas, ramificadas. Folhas opostas, cruzadas, verde-esbranquiçadas, rugosas, mais ou menos pubescentes, levemente crenadas, espessas, levemente reticuladas; as inferiores são pecioladas, oblongas, lanceoladas, por vezes auriculadas na base; as superiores são sésseis, acuminadas. Inflorescência em calátides terminais. Flores violáceas ou brancas, curtamente pediceladas, dispostas (4 a 8) em verticilos munidos de brácteas opostas, ovais, cordiformes, acuminadas, côncavas, caducas.

Aplicação: É uma planta de muita utilidade na medicina Caseira.

Nas más digestões, o chá de salva, quente, corrige as indisposições estomacais, a debilidade do estômago, os vômitos que muitas vezes se seguem às refeições, as ventosidades gástricas e intestinais, a dor de cabeça resultante da má digestão, etc. Dose: 10 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

As folhas frescas são boas para esfregar os dentes, a fim de branqueá-los; refrescam e fortificam as gengivas frouxas, inflamadas, etc.; aromatizam a boca. O chá das sumidades floridas, em bochechos, serve para curar as aftas. Dose: 30 gramas para 1 litro de água.

O cozimento da salva em loções é indicado para curar feridas velhas, úlceras varicosas, etc.; em banhos é bom para curar escrófulas. Dose: 50 gramas de folhas e flores em 1 litro de água.

Em gargarejos, as folhas e flores, preparadas por infusão, dão bom resultado contra a inflamação da garganta, a amigdalite, a dificuldade de engolir, as mucosidades da garganta, etc. Dose: 30 gramas para 1 litro de água.

As folhas frescas, machucadas, esfregadas sobre as partes picadas por abelhas, vespas, mosquitos, etc., proporcionam alívio em pouco tempo.

É também indicada nos suores noturnos dos tuberculosos. Dose: 10 gramas em 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

Das folhas e flores se prepara um chá (10 gramas para 1 litro de água) que se toma quente. É bom para resfriados, bronquites, anginas, tosse, expectoração difícil, etc. O que também ajuda a expulsar os catarros crônicos dos brônquios, é uma mistura do pó das folhas (6 a 7 gramas) com mel de abelha (100 gramas). Tomam-se 4 a 5 colherinhas por dia.

 

Referências:

BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, pp. 785-787.

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