SABUGUEIRO (Sambucus nigra)

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Pétrick Gouvêa
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Família: Caprifoliáceas.

Nomes populares: Sabugueiro-da-europa.

Outros idiomas: Sureau (França), Elder (Inglaterra).

Características: Pequena árvore, de 3 a 4 metros de elevação. Tronco de casca pardacento-acinzentada, verrugosa. Folhas opostas, compostas, imparipenadas, de 5 a 7 folíolos curtamente peciolados, oval-lanceolados, acuminados, serreados. Flores miúdas, brancas, muito aromáticas. Inflorescência em umbelas. Fruto: baga globulosa, preta, luzente, lisa, contendo 3 pequenas sementes. Espremida, dá um suco vermelho-sangue.

O que acabamos de descrever é o sabugueiro-da-europa. O sabugueiro muito comum no Brasil é o Sambucus australis. O primeiro produz frutos comestíveis ao passo que este último nunca os produz. Na medicina caseira ambos têm a mesma aplicação.

Habitat: Cultivado nos jardins.

Aplicação: As flores são eméticas, catárticas. Porém, quando secas, perdem suas propriedades laxativas. Secas, empregam-se, em infusão, contra os resfriados, as anginas, as gripes, etc.

A casca, a raiz e as folhas são indicadas na retenção da urina, na hidropisia, no reumatismo. Os reumáticos devem igualmente tomar banho com o cozimento das folhas.

A infusão das folhas e cascas, em fomentações, é igualmente prescrita contra as inflamações superficiais da pele, furúnculos, erisipela, queimaduras, etc. Neste último caso, também se aplicam diretamente as folhas machucadas. Tiram a dor em pouco tempo.

Em banhos, as folhas são boas no tratamento das hemorróidas.

Nas enfermidades eruptivas, como no sarampo, rubéola, escarlatina, varíola, etc., o chá das flores é muito indicado, porque provoca rapidamente a transpiração.

A frutinha purifica o sangue e limpa os rins. Seca, tostada, moída e preparada como café, é boa para cortar a diarréia.

Dose: Uso interno — flores, 8 gramas para 1 litro de água; folhas, cascas e raízes, 10 a 15 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia. Uso externo — flores, 30 gramas para 1 litro de água; folhas, cascas e raízes, 50 gramas para 1 litro de água.

 

Referências:

BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 779.

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