Família: Amarilidáceas.
Nomes populares: Piteira, gravatá-açu, coroatá-açu, agave.
Características: Arbusto. Folhas radicais, em feixes grandes, de um metro ou mais de comprimento, grossas, ensiformes, oblongas, suculentas, com um aguilhão na ponta. Ela cresce durante uns 4 a 8 anos, e, então, do meio das suas folhas, levanta-se um pedúnculo verde, de 5 a 6 metros de altura. Suas pequenas flores branco-amareladas, tubulosas, reúnem-se em inflorescências gigantescas e se ramificam como um candelabro.
O fruto é uma cápsula triangular oblonga, contendo inúmeras sementes. A haste desse panículo fornece, depois de seco, uma medula que se emprega como afiador de navalha.
Habitat: Medra abundantemente por toda parte.
Aplicação: É uma planta depurativa e estomacal.
Para purificar o sangue, bem como para limpar e fortalecer o estômago, prepara-se um chá, por infusão, com as suas folhas carnosas, que se picam em pedacinhos. Para uma xícara de água, empregam-se dois gramas das ditas folhas. Uma xícara por dia é quanto basta. Toma-se aos goles.
O pó dessa planta se emprega para combater a anemia, enfermidades dos rins e do fígado, e icterícia. Toma-se uma colherinha das de chá por dia.
O suco se emprega exteriormente para inchaços e feridas.
Ao mesmo chá que indicamos acima, acrescenta-se uma colherinha de mel, e usa-se para lavar os olhos irritados.
O cozimento das folhas, empregado em forma de loções, é bom para as enfermidades dos olhos em geral.
Parte usada: Toda a planta.
Referências:
BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 762.