PIPI (Petiveria alliacea, Petiveria tetrandra)

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Pétrick Gouvêa
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Photo by David J. Stang

Família: Fitolacáceas.

Nomes populares: Erva-de-pipi, tipi, tipi-verdadeiro, amansa-senhor, mucura-caá, guiné, erva-de-guiné, raiz-de-guiné.

Outro idioma: Vermine Puante, Herbe aux Poules (Guiana Francesa).

Características: Subarbusto de até um metro e meio de altura. Ramos erectos, algo sarmentosos. Folhas alternas, elípticas, atenuadas na extremidade livre, lisas. Flores brancas, em espigas terminais. Fruto: pequena cápsula terminal. Toda a planta, especialmente a raiz, cheira a alho.

Aplicação: Esta planta é tida como antiespasmódica, diurética, emenagoga, estimulante, sudorífica, e útil nos casos de hidropisia, artrite, cefalalgia, falta de memória. Para esses fins é usada em doses mínimas: um a dois gramas para 1 litro de água. Note-se bem: esse é o uso, mas não é nossa recomendação. Desaconselhamos o uso interno desta planta, por ser tóxica, especialmente a raiz.

A raiz é mais ativa que as folhas.

Conhecendo os efeitos desta planta, muitas mulheres a empregam criminosamente como abortivo.

“A raiz em pó, em doses fracionadas, determina, a princípio, superexcitação, insônia, alucinações; depois manifesta-se indiferença e até imbecilidade; em seguida, amolecimento cerebral, convulsões tetaniformes, mudez por paralisia da laringe e a morte, depois de um ano, mais ou menos, conforme as doses.” — Paul Le Cointe, Árvores e Plantas Úteis, págs. 307 e 308.

O caboclo brasileiro tem muita fé nos efeitos dessa planta, pelo que frequentemente tem um “pezinho” plantado junto do seu rancho de sapé. Sabe dos seus efeitos anestesiantes, e, como o dentista em geral se encontra distante, acalma a dor de dente com um palito de raiz de pipi.

Externamente o pipi tem diversas aplicações analgésicas. Empregam-se as folhas machucadas, em cataplasmas, para acalmar as dores de cabeça, dores reumáticas, etc.

As folhas podem ser empregadas como inseticidas.

Referências:

BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, pp. 759-760.

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