PARACARI (Peltodon radicans, Clinopodium repens, Stemodia viscosa)

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Pétrick Gouvêa
Designer
Foto: Johann Baptist Emanuel Pohl

Família: Labiadas.

Nomes populares: A planta que, em Monte Alegre, se chama paracari, é, em outras partes, chamada pelos seguintes nomes: mentrasto (Alagoas), meladinha (Pernambuco), erva-de-são-joão (Rio de Janeiro). Também é conhecida por hortelã-brava, hortelã-do-mato, hortelã-do-Brasil, boicaá, poejo-rateiro, são-pedro-cão.

Características: Erva rasteira. Dá na areia seca. Caule tetragonal. Ramos opostos. Folhas simples, opostas, ovais, agudas. Cheira em parte a hortelã e em parte a erva-cidreira. Flores arroxeadas, axilares, dispostas em calátides ou corimbos. Toda a planta exsuda um suco leitoso.

Usa-se como condimento. Seca, tem um cheiro agradável, pelo que se coloca entre a roupa para guardá-la das traças.

Habitat: Na areia seca.

Aplicação: É uma planta carminativa, diurética e peitoral.

Emprega-se nos casos de asma, catarro pulmonar, coqueluche. Usa-se também, em dose bem mais forte, contra mordeduras venenosas.

Tem aplicação, igualmente, nas dermatoses, eczemas, impigens, tinha.

Partes usadas: Talos e folhas.

Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

 

Referências:

BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 740.

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