Família: Rutáceas.
Características: Árvore de 4 a 5 metros de elevação. Caule ramoso. Ramos cheios de espinhos nas partes mais delgadas. Folhas alternas, de pecíolo alado, oblongas, acuminadas, planas, luzentes, verdes ou verde-amareladas, inteiras ou serreadas, coriáceas. Flores numerosas, dispostas em cachos axilares e terminais, brancas por dentro e ligeiramente vermelho-violáceas por fora. Cálice curto, espesso monofilo, de 5 dentes. Corola de 5 pétalas, alongadas, quase elípticas. O fruto é um hesperídio ovóide.
Há uma variedade de limões: O limão siciliano, o limão-de-casca-fina, o limão-galego, o limão-cravo, etc.
Todos são bons para curar as enfermidades mencionadas a seguir.
Aplicação: O limão combate as seguintes enfermidades, segundo o Prof. N. Capo:
Acidez da boca
Acidez do estômago Acne Adenite Adiposidade Afonia Afta Albuminúria Apoplexia Apendicite Arteriosclerose Alcoolismo Amenorréia Amigdalite Analgesia Ancilose Anemia Aneurisma Angina do peito Antraz Artritismo Asfixia por ácido carbônico Asma Assistolia Astenia Ataxia Atonia gástrica Atonia hepática Avitaminose Beribéri Blenorragia Bócio Broncopneumonia Cãibras Cálculos Caspa Catarros Ciática Cirrose Congestões do cérebro Congestões da garganta Congestões do peito Congestões do ventre Conjuntivite Coriza Coxalgia Dermites diversas Diabete Difteria ou crupe |
Dilatação do estômago
Dismenorréia Dispepsia Distrofia Dor de cabeça Dores de rins Edemas Endocardite Enterite Enterocolite Enterorragia Envenenamentos Enxaqueca Epilepsia nervosa Epistaxe Escarlatina Escrofulose Espermatorréia Esterilidade Estomatite Faringite Febre de Barcelona Escorbuto Febre de Malta Febres Febre puerperal Feridas e rasgaduras Fibroma uterino Fístulas Flebite Fleborragia Flores brancas Frieiras Furunculoses Gengivite Glicosúria Gota Gripe Hematêmese Hemiplegia Hemofilia Hemoptises Hemorragias Hemorróidas Hepatite Herpes secos Herpes úmidos Hidrocele Hidropisia Hipercloridria Icterícia |
Impetigem
Impotência Inapetência Insônia Insuficiência cardíaca Intermitentes (febres) Intoxicações Laringite Lepra Linfangites Linfatismo Litíase Lombrigas Lupo Mal de Pott Mau hálito Metrite Mordidas Mucosidades Nefrites Nevralgias Obesidades Oftalmia purulenta Orquites Ovariocele Paludismo Panarício Paralisia Picadas venenosas Piorréia Pletora Pleuras frias Pólipo Poliúria Prostatite Psoríase Pústulas Raquitismo infantil Resfriado Reumatismo Rouquidão Sangue impuro Sarampo Sarna Sarro Septicemia Sífilis Sinusite Tifo Toto
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Torcicolo
Tosse Tosse de cachorro Toxemia Transtornos nervosos Traumatismo Tuberculose Tumores Úlceras gástricas Uremia Uretrite Urticária Varicocele Varíola (bexigas) Vômitos Zumbidos |
O limão produz bom efeito quando tomado em quantidades progressivamente maiores, até certo limite, e, depois, em quantidades progressivamente menores. Começa-se, por exemplo, com 1 limão; 1 no primeiro dia, 2 no segundo dia, 3 no terceiro dia e, assim por diante, até 10; depois vai-se diminuindo a dose pela mesma escala. Assim, em 20 dias, faz-se o que se chama “uma cura de limão”. Pode também começar-se com 2 limões e prosseguir aumentando 2 por dia, até 20; depois diminuir na mesma proporção. Também se faz uma boa cura aumentando a dose de 3 em 3 até 30. A quantidade de limão e a duração da cura devem depender da natureza e gravidade da doença a ser combatida.
Quando não se trata de um mal crônico, quando é um resfriado, uma gripe, etc., tomam-se, durante dois, três ou quatro dias, segundo o caso, 5 a 10 limões por dia para apressar a cura.
A melhor maneira de tomar o limão é espremê-lo num copo e tomar O suco por um canudinho.
Quem não está acostumado a tomar o suco de limão, pode, para torná-lo mais apetecível, diluí-lo em água.
O uso do limão pode provocar o aparecimento de uma espécie de urticária. Isto, todavia, não significa que o limão esteja prejudicando o enfermo; indica que lhe está purificando o sangue, expulsando as substâncias estranhas.
Referências:
BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, pp. 684-688.