GUAPEVA (Fevillea trilobata)

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Pétrick Gouvêa
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Foto: Descourtilz, J. Theodore.; Descourtilz, M. E.; Pichard.

Família: Cucurbitáceas.

Nomes populares: A planta conhecida pelo nome de guapeva em São Paulo, chama-se também: nhandiroba (Bahia), fava-de-santo-inácio-falsa (Minas), jabotá ou cipó-jabotá (Pará), jendiroba, guapeba, pacapiá.

Características: Cipó grande, trepador. Folhas cordiformes, com 3 a 5 lóbulos granulosos. Flores pequenas. Fruto esférico, trilocular, de 11 a 12 cm de diâmetro, marcado com uma cicatriz circular mediana, encerrando 4 a 8 sementes em forma de disco achatado, de 5 a 6 cm de diâmetro. É uma amêndoa oleaginosa, dando um sebo branco-amarelado, amargo, de cheiro desagradável.

Atenção: Não se deve confundir esta planta com outra fava-de-santo-inácio, a Strichnos amara.

Habitat: Nas várzeas dos estuários.

Aplicação: As sementes, levemente torradas, são empregadas contra a inflamação do fígado e a icterícia. Come-se uma amêndoa de cada vez, até três por dia. São estomáquicas, purgativas, tônicas, porém tóxicas em alta dose.

O azeite que se obtém das sementes é purgativo. Emprega-se também, em fricções, contra o reumatismo, as impigens, a erisipela.

Das folhas obtém-se um suco que se usa contra mordeduras de cobras, e que, além disso, é excelente carrapaticida.

Partes usadas: Folhas e sementes.

Referências:

BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 652.

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