
Família: Zigofiláceas.
Nomes populares: Pau-santo, gáiaco.
Características: Árvore alta. Ramos cinzentos e rugosos. Folhas paripenadas, compostas de dois ou três pares de folíolos opostos, sésseis, ovais, obtusos. Flores azuis, em número de seis a dez na axila das folhas superiores. Fruto capsular.
Aplicação: Tem efeito depurativo, diaforético e diurético. Emprega-se contra afecções da pele, amenorréia, asma, bronquite, catarros crônicos, escrofulose, gota, gripe, resfriados, reumatismo, sífilis.
A respeito do guaiaco, o Dr. Leo Manfred se exprime assim:
“A resina dessa árvore encerra propriedades para curar a sífilis crônica, a saber, as complicações sifilíticas do terceiro período, como sejam: tabes, dilatações da aorta de origem sifilítica, etc.
“É muito bom remédio também no reumatismo e na gota, e, bem assim, para baixar a pressão sanguínea na arteriosclerose… .
“Para reforçar a ação deste remédio, muitos enfermos adicionam às raspas de guaiaco um pouco de salsaparrilha, que também se usa contra a sífilis, e, bem assim, sassafrás e quina.”
Partes usadas: Talos e casca, por decocção.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Referências:
BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 649.