Família: Crucíferas.
Características: Planta herbácea, de 10 a 20 cm de elevação.
Haste erecta, ramosa, angulosa, glabra, verde. Ramos erectos, elevando-se todos quase à mesma altura. Folhas algo carnudas, lisas, luzentes verde-escuras. Flores brancas, pedunculadas, dispostas nas extremidades dos ramos em cachos corimbiformes. Fruto: síliqua, contendo uma ou duas sementes.
Aplicação: É uma planta de excelente valor antiescorbútico.
Nas afecções escorbúticas da boca, mastigam-se as folhas para firmar as gengivas. Fazem-se também bochechos com o suco das folhas. O suco é empregado internamente, não só no escorbuto, mas também nos ingurgitamentos ganglionares e viscerais, nos catarros pulmonares com abundante secreção dos brônquios, na asma, na hidropisia que pode vir em seguida às febres intermitentes, nas enfermidades crônicas da pele.
A cocleária também pode ser comida em saladas, de mistura com outras ervas. É eficaz contra a inapetência e a dispepsia.
Esta planta só deve empregar-se fresca, porque, seca, é quase nula no seu valor curativo.
Parte usada: Folhas frescas.
Dose: 20 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Referências:
BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 576.