CAVALINHA (Equisetum arvense, Equisetum sylvaticum, Equisetum pyramidale, Equisetum Martii, Equisetum ramosissimum, Equisetum bogotensis, Equisetum xylochaeton, Equisetum giganteum)

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Pétrick Gouvêa
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CAVALINHA
Brotos Jovens de Cavalinha

Família: Equissetáceas.

Nomes populares: Rabo-de-cavalo, cola-de-cavalo, milho-de-cobra (Norte), lixa-vegetal, erva-canudo, cavalinho.

Características: “As Equissetáceas são plantas isosporadas de caule simples ou verticalmente ramificado com folhas escamosas, concrescidas e formando bainha. Os esporângios estão insertos na face dorsal (inferior) de excrecências escudiformes, reunidas numa espiga comprida.” — João S. Decker, Aspectos Biológicos da Flora Brasileira, pág. 541.

Habitat: Nos terrenos brejosos, à beira dos córregos e rios.

Aplicação: É bom remédio contra as afecções dos rins, bexiga e próstata. É também diurético. Nestes casos usam-se 10 gramas para 1 litro de água; 3 a 4 xícaras por dia.

Emprega-se, em chás, contra as úlceras gastroduodenais.

Nas hemorragias internas e nas regras excessivas, usa-se como hemostático. 30 a 40 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia. Na febre puerperal fazem-se duas lavagens vaginais por dia. Empregam-se 20 a 30 gramas para 1 litro de água. Nas inflamações dos olhos empregam-se compressas de chá de cavalinha. Renovam-se de 15 em 15 minutos.

No edema generalizado, o chá de cavalinha produz bom efeito, 10 a 15 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.

Externamente, usa-se, em loções, para curar feridas, úlceras, etc. (50 à 60 gramas para 1 litro de água).

Em lugar do chá, pode também, em todos os casos, usar-se o suco fresco da planta.

Parte usada: Todo caule com folhas e brotos.

 

Referências:

BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 558.

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