CASTANHA-DO-PARÁ (Bertholletia excelsa)

A Castanha do Pará é um alimento com alto valor nutritivo, possui a excelsina que é sua proteína e de ótimo valor biológico, sendo completa e com todos os aminoácidos indispensáveis à manutenção da vida e ao crescimento.

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Pétrick Gouvêa
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Foto: P. S. Sena
Foto: Aimé Bonpland, Alexander von Humboldt

Família: Lacitidáceas

Nomes populares: Castanha do Pará, Castanha do Brasil, noz Boliviana, tocari, tururi.

Características: Arvore grande que pode variar de 30 a 50 metros de altura e de 1 a 2 metros de diâmetro. Pode viver mais de 500 anos. Possuí folhas grandes com até 35 cm e que caem na seca. Suas flores são pequenas e de cor verde-esbranquiçada que só podem ser fecundadas por insetos fortes que se encontram em matas virges e com boa quantidade de orquídeas que os atraem. Os frutos possuem tamanho de 10 a 15 cm se assemelhando a um côco seco da bahia sem casca, e o peso pode chegar a 2kg por fruto. É uma planta que necessita de um ecossistema complexo e que deve ser preservado.

Habitat: Tem sua origem na floresta amazônica com predominância no norte do brasil e em partes da Bolívia.

Aplicação: A castanha-do-pará é indispensável aos desnutridos, aos desmineralizados, aos anêmicos, aos débeis, aos tuberculosos.

É, outrossim, recomendada como um alimento que não deve faltar na alimentação das crianças, das gestantes e das lactantes.

“A castanha-do-pará, na taxa de 20%, evitou nova crise de beribéri”, diz Garcia Paula.

Partes usadas: Sementes.

Observações: A Castanha do Pará não possuí uma fácil digestão, portanto deve ser bem mastigada e não deve ser consumida em excesso que pode levar a um quadro de selenose e até a óbito pela intoxicação. Suas castanhas também devem ser verificadas antes de seu consumo, caso contenham algum fungo ou coloração anormal deve ser descartada devido as aflatoxinas que podem estar presentes e causarem sérios problemas de saúde. A quantidade diária máxima de consumo por dia não deve ultrapassar 10g sendo de 1 a 2 castanhas por dia suficiente.

 

Referências: BALBACH, Alfons. As frutas na medicina doméstica, São Paulo: Edições Vida Plena, 15ª edição, pp. 153-155.

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