CARURU-BRAVO (Phytolacca decandra)

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Pétrick Gouvêa
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Família: Fitolacáceas.

Nomes populares: Caruru-açu, caruru-guaçu, caruru-de-cacho, caruru-de-pomba, tintureira-vulgar, espinafre-macio, espinafre-das-índias, erva-dos-cachos-da-índia, erva-de-laca, erva-goma, uva-da-américa, uva-do-canadá, uva-dos-tintureiros, uva-dos-trópicos, moreles-em-cachos, mechoacã-do-canadá, tinge-ovos.

Outro idioma: Raisim d’Amérique (França).

Características: Planta herbácea ou arbusto. Caule verde enquanto novo; vermelho quando mais velho. Folhas grandes, alternas, de pecíolo curto. Flores brancas, avermelhadas ou vermelhas, em cachos. Fruto carnoso, polposo, vermelho vivo quando maduro, adocicado e enjoativo. Contém uma semente.

Habitat: Em toda parte, especialmente nos terrenos cultivados.

Aplicação: Usa-se exteriormente o suco, em aplicações locais, para combater as inflamações.

Prepara-se, do suco desta planta misturado com folhas de batata machucadas, uma cataplasma de efeito antiflogístico e analgésico local.

Para as afecções da boca, língua e garganta, podem fazer-se bochechos e gargarejos com uma solução do suco desta planta (30 gotas em meio copo de água).

As folhas são venenosas quando verdes, cruas. No entanto, as folhas novas, com dupla fervura, tornam-se comestíveis, podendo ser usada como verdura comum.

A raiz é fortemente purgativa, também depurativa, mas não devem empregar-se mais que 10 gramas para 1 litro de água, porque é tóxico em alta dose.

O caruru-bravo é indicado também nos casos de enterite, cólicas, dispepsia, leucorréia, ozena. Os Drs. Hallock e Jonas, dos EEUU, o recomendavam contra a sífilis.

As sementes são venenosas, produzindo a morte. Acontece, porém, que as crianças, muitas vezes, comem as baguinhas e, como eliminam as sementes intactas, nada sofrem. A seiva das frutinhas parece ser inofensiva. O perigo está nas sementes.

Partes usadas: Raízes e folhas.

Referências:

BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 548.

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