ARRUDA (Ruta graveolens, Ruta montana, Ruta sativa, Ruta hortensis, Ruta latifolia)

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Pétrick Gouvêa
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ARRUDA, Ruta graveolens, Ruta montana, Ruta sativa, Ruta hortensis, Ruta latifolia(Foto: Wikimedia commons)
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Família: Rutáceas.

Nomes populares: Arruda-fedorenta, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, ruta-de-cheiro-forte. Características: Subarbusto de até um metro, mais ou menos, de altura. Folhas alternas, pecioladas, carnudas, glaucas, compostas. Inflorescência em umbelas. Flores pequenas, verde-amareladas.

Habitat: Muito cultivada nos jardins por causa das suas folhas fortemente aromáticas.

Aplicação: O principal uso desta planta é nas regras suprimidas bruscamente.  Seu efeito é fortemente emenagogo. Prepara-se um chá com 2 a 3 gramas para um litro de água, por infusão; duas xícaras por dia. Tenha-se o cuidado de não usar quantidades maiores. Ao mesmo tempo, banham-se os pés em água quente.

“Durante a gravidez, a arruda tem um efeito especial sobre o útero: ela congestiona este órgão, estimula as fibras musculares, provoca-lhes a contração, ocasiona uma hemorragia grave, às vezes o aborto e a morte. Acrescentamos que o aborto é raro e que a administração desta substância com um fim criminoso (aborto) pode acarretar a morte sem que haja parto. ” — Dr. A. Héraud, Dictionnaire des Plantes Médicinales, pág. 541.

O chá de arruda também é bom calmante dos nervos.

Externamente aplicado, um chá em dose mais forte (20:1000) mata piolhos. O pó das folhas secas serve para o mesmo fim.

Para afugentar lombrigas, fervem-se 20 gramas de arruda em 1 litro de azeite comestível, e tomam-se 2 a 3 colherinhas, das de chá, por dia.

O chá supra indicado também se presta para este fim.

Clisteres dos cozimentos das folhas de arruda (8 – 10: 1000) também ajudam a combater os vermes intestinais.

Para combater a sarna, prepara-se um chá (20:1000), no qual se embebe um pano ou algodão, que se passa sobre as partes afetadas.

O mesmo chá é bom para lavar feridas. Também as folhas frescas, machucadas, aplicadas sobre feridas velhas, são de bom efeito curativo.

Finalizando, repetimos a advertência de que, tratando-se de uma planta muito ativa, só deve ser administrada com muita prudência, quando usada internamente.

Parte usada: Toda a planta.

 

Referências:

BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 476.

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