
Família: Rutáceas.
Nomes populares: Arruda-fedorenta, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, ruta-de-cheiro-forte. Características: Subarbusto de até um metro, mais ou menos, de altura. Folhas alternas, pecioladas, carnudas, glaucas, compostas. Inflorescência em umbelas. Flores pequenas, verde-amareladas.
Habitat: Muito cultivada nos jardins por causa das suas folhas fortemente aromáticas.
Aplicação: O principal uso desta planta é nas regras suprimidas bruscamente. Seu efeito é fortemente emenagogo. Prepara-se um chá com 2 a 3 gramas para um litro de água, por infusão; duas xícaras por dia. Tenha-se o cuidado de não usar quantidades maiores. Ao mesmo tempo, banham-se os pés em água quente.
“Durante a gravidez, a arruda tem um efeito especial sobre o útero: ela congestiona este órgão, estimula as fibras musculares, provoca-lhes a contração, ocasiona uma hemorragia grave, às vezes o aborto e a morte. Acrescentamos que o aborto é raro e que a administração desta substância com um fim criminoso (aborto) pode acarretar a morte sem que haja parto. ” — Dr. A. Héraud, Dictionnaire des Plantes Médicinales, pág. 541.
O chá de arruda também é bom calmante dos nervos.
Externamente aplicado, um chá em dose mais forte (20:1000) mata piolhos. O pó das folhas secas serve para o mesmo fim.
Para afugentar lombrigas, fervem-se 20 gramas de arruda em 1 litro de azeite comestível, e tomam-se 2 a 3 colherinhas, das de chá, por dia.
O chá supra indicado também se presta para este fim.
Clisteres dos cozimentos das folhas de arruda (8 – 10: 1000) também ajudam a combater os vermes intestinais.
Para combater a sarna, prepara-se um chá (20:1000), no qual se embebe um pano ou algodão, que se passa sobre as partes afetadas.
O mesmo chá é bom para lavar feridas. Também as folhas frescas, machucadas, aplicadas sobre feridas velhas, são de bom efeito curativo.
Finalizando, repetimos a advertência de que, tratando-se de uma planta muito ativa, só deve ser administrada com muita prudência, quando usada internamente.
Parte usada: Toda a planta.
Referências:
BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 476.