LIMOEIRO (Citrus limonum)

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Pétrick Gouvêa
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Foto: Maksym Kozlenko

Família: Rutáceas.

Características: Árvore de 4 a 5 metros de elevação. Caule ramoso. Ramos cheios de espinhos nas partes mais delgadas. Folhas alternas, de pecíolo alado, oblongas, acuminadas, planas, luzentes, verdes ou verde-amareladas, inteiras ou serreadas, coriáceas. Flores numerosas, dispostas em cachos axilares e terminais, brancas por dentro e ligeiramente vermelho-violáceas por fora. Cálice curto, espesso monofilo, de 5 dentes. Corola de 5 pétalas, alongadas, quase elípticas. O fruto é um hesperídio ovóide.

Há uma variedade de limões: O limão siciliano, o limão-de-casca-fina, o limão-galego, o limão-cravo, etc.

Todos são bons para curar as enfermidades mencionadas a seguir.

Aplicação: O limão combate as seguintes enfermidades, segundo o Prof. N. Capo:

Acidez da boca

Acidez do estômago

Acne

Adenite

Adiposidade

Afonia

Afta

Albuminúria

Apoplexia

Apendicite

Arteriosclerose

Alcoolismo

Amenorréia

Amigdalite

Analgesia

Ancilose

Anemia

Aneurisma

Angina do peito

Antraz

Artritismo

Asfixia por ácido carbônico

Asma

Assistolia

Astenia

Ataxia

Atonia gástrica

Atonia hepática

Avitaminose

Beribéri

Blenorragia

Bócio

Broncopneumonia

Cãibras

Cálculos

Caspa

Catarros

Ciática

Cirrose

Congestões do cérebro

Congestões da garganta

Congestões do peito

Congestões do ventre

Conjuntivite

Coriza

Coxalgia

Dermites diversas

Diabete

Difteria ou crupe

Dilatação do estômago

Dismenorréia

Dispepsia

Distrofia

Dor de cabeça

Dores de rins

Edemas

Endocardite

Enterite

Enterocolite

Enterorragia

Envenenamentos

Enxaqueca

Epilepsia nervosa

Epistaxe

Escarlatina

Escrofulose

Espermatorréia

Esterilidade

Estomatite

Faringite

Febre de Barcelona

Escorbuto

Febre de Malta

Febres

Febre puerperal

Feridas e rasgaduras

Fibroma uterino

Fístulas

Flebite

Fleborragia

Flores brancas

Frieiras

Furunculoses

Gengivite

Glicosúria

Gota

Gripe

Hematêmese

Hemiplegia

Hemofilia

Hemoptises

Hemorragias

Hemorróidas

Hepatite

Herpes secos

Herpes úmidos

Hidrocele

Hidropisia

Hipercloridria

Icterícia

Impetigem

Impotência

Inapetência

Insônia

Insuficiência cardíaca

Intermitentes (febres)

Intoxicações

Laringite

Lepra

Linfangites

Linfatismo

Litíase

Lombrigas

Lupo

Mal de Pott

Mau hálito

Metrite

Mordidas

Mucosidades

Nefrites

Nevralgias

Obesidades

Oftalmia purulenta

Orquites

Ovariocele

Paludismo

Panarício

Paralisia

Picadas venenosas

Piorréia

Pletora

Pleuras frias

Pólipo

Poliúria

Prostatite

Psoríase

Pústulas

Raquitismo infantil

Resfriado

Reumatismo

Rouquidão

Sangue impuro

Sarampo

Sarna

Sarro

Septicemia

Sífilis

Sinusite

Tifo

Toto

 

 

Torcicolo

Tosse

Tosse de cachorro

Toxemia

Transtornos nervosos

Traumatismo

Tuberculose

Tumores

Úlceras gástricas

Uremia

Uretrite

Urticária

Varicocele

Varíola (bexigas)

Vômitos

Zumbidos

O limão produz bom efeito quando tomado em quantidades progressivamente maiores, até certo limite, e, depois, em quantidades progressivamente menores. Começa-se, por exemplo, com 1 limão; 1 no primeiro dia, 2 no segundo dia, 3 no terceiro dia e, assim por diante, até 10; depois vai-se diminuindo a dose pela mesma escala. Assim, em 20 dias, faz-se o que se chama “uma cura de limão”. Pode também começar-se com 2 limões e prosseguir aumentando 2 por dia, até 20; depois diminuir na mesma proporção. Também se faz uma boa cura aumentando a dose de 3 em 3 até 30. A quantidade de limão e a duração da cura devem depender da natureza e gravidade da doença a ser combatida.

Quando não se trata de um mal crônico, quando é um resfriado, uma gripe, etc., tomam-se, durante dois, três ou quatro dias, segundo o caso, 5 a 10 limões por dia para apressar a cura.

A melhor maneira de tomar o limão é espremê-lo num copo e tomar O suco por um canudinho.

Quem não está acostumado a tomar o suco de limão, pode, para torná-lo mais apetecível, diluí-lo em água.

O uso do limão pode provocar o aparecimento de uma espécie de urticária. Isto, todavia, não significa que o limão esteja prejudicando o enfermo; indica que lhe está purificando o sangue, expulsando as substâncias estranhas.

 

Referências:

BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, pp. 684-688.

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