Família: Solanáceas.
Nomes populares: Canema, coerana-branca.
Características: Arbusto de 2,5 a 3 metros de altura. Folhas ovais, subcordiformes, alternas, lisas, pecioladas, de cheiro nauseante. Flores amarelo-esverdeadas, que se abrem à noite. O fruto é uma baga oval, com uma polpa e muitas sementes no interior.
Aplicação: Existem diversas plantas aparentadas, vulgarmente conhecidas pelo nome de “coerana”, e que recebem diferentes nomes científicos, a saber:Coeranum corymbosum, Cestrum corymbosum, Cestrum parqui, Cestrum bacteatum, Cestrum stipulatum, Cestrum salicifolium, Cestrum poeppigii, etc. Todas elas têm aproximadamente as mesmas aplicações na medicina doméstica.
As folhas da espécie salicifolium são apregoadas como sedativas, colagogas e parasiticidas, mas seu uso interno é perigoso, em virtude do seu princípio tóxico.
Quanto à espécie poeppigii, suas folhas, em cataplasmas e em banhos, são emolientes, sedativas, antiespasmódicas, e boas contra o reumatismo, a disúria, as afecções cutâneas e as hemorróidas.
No que diz respeito à espécie parqui, exprime-se o Dr. Leo Manfred:
“Seu uso mais comum são os fomentos, que se aplicam nos casos de cólicas e dores do ventre.
“Em banhos de assento, emprega-se o infuso das folhas, a 2%, para curar hemorróidas.”
O decocto aplicado em forma de fomentos mornos é um excelente medicamento anti-hemorroidário.
De modo geral, não é aconselhável o uso interno das coeranas, por serem, umas mais e outras menos, venenosas.
Referências:
BALBACH, Alfons. A flora nacional na medicina doméstica, vol.2. São Paulo: Edições Vida Plena, 11ª edição, p. 579.